Matriz BCG

 


Matriz O QUÊ?

Quando falamos de Matriz BCG você devem imagina um bicho de 7 cabeças soltando fogo, vamos desmistificar isso e explicar de uma forma simples de entender.

Bora lá então!!!

matriz BCG é a técnica utilizada para analisar o desempenho dos produtos ou serviços de uma determinada empresa em relação a sua aceitação pelo consumidor.

Apesar de ser muito utilizada atualmente, essa ferramenta é antiga.

Ela foi criada em 1970, por Bruce Henderson, para a empresa de consultoria empresarial americana, Boston Consulting Group.

Desde então, ela faz com que empresários tenham uma visão sistêmica de seus produtos ou serviços, podendo redobrar a atenção para aqueles que potencializam o fluxo de caixa e ignorando outros que demandam muito esforço, mas não trazem o resultado desejado.

O caminho para chegar aos resultados da matriz BCG é bem simples, porém, é necessário conhecer cada etapa para encontrar os números desejados.

A Matriz BCG é dividida em duas partes: crescimento do mercado e participação relativa de mercado.

 

Muitas vezes nas empresas os resultados positivos parecem tão drenados ao ponto de chegar no fim do mês em uma situação desesperadora!

Henderson encontrou essa dificuldade nos anos 70. E, por isso, desenvolveu a Matriz BCG.

O objetivo é fazer uma análise gráfica dos produtos e serviços que uma empresa oferece.

Assim, é possível mapear oportunidades de investimento ou mesmo de recuo, no caso de itens que geram lucro abaixo do esperado.

Por não fazer o levantamento, muitos negócios mantém em seu catálogo produtos sem expectativa de crescimento e ganhos.

Pior ainda, investem mais em produtos com baixo crescimento e deixam para trás itens com maior potencial.

Entender como a Matriz BCG se tornou uma importante ferramenta analítica para as empresas é o primeiro passo para adotá-la.

Matriz BCG: onde tudo começou

O nome é originário da sigla de Boston Consulting Group (BCG). Essa empresa foi fundada pelo empreendedor e responsável por difundir a análise no mercado.

A matriz também é conhecida por outros nomes, como Growth-Share Matrix e diagrama de portfólio.

Bruce Henderson valorizava a experiência de mercado. Ele acreditava que os custos de uma empresa tendiam a cair entre 20 e 30% a cada vez que a experiência acumulada dobrava.

Com seus conhecimentos, foi um dos 5 analistas designados por Dwight Eisenhower. A missão deles? Trabalhar na Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial, durante o Plano Marshall.

Essas experiências que lhe permitiram entender que os produtos e serviços possuem um ciclo de vida.

É a variedade do portfólios, com itens em diferentes estágios do ciclo, que mantém uma empresa.

Henderson disse:

“Para ser bem sucedida, uma empresa precisa ter um portfólio de produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes mercados. A composição do portfólio é uma função do equilíbrio entre fluxos de caixa.”

É neste ciclo que se vê a matriz BCG.

O objetivo é claro. Ela serve para identificar o potencial futuro que cada produto tem. E nada melhor que uma visualização gráfica e didática para uma tomada de decisão mais assertiva em cima deles.

 

Mas, como a matriz BCG funciona afinal?

    


·         Estrela. Produtos e serviços líderes de um mercado com boas taxas de crescimento. Como o mercado é grande, há muita concorrência e é preciso investir mais para diferenciar o produto e evitar comoditização.

·         Vaca leiteira. São produtos líderes em mercados de baixo crescimento. Não exigem muito investimento da empresa pois já estão estabilizados.

·         Interrogação. Produtos e serviços que apresentam baixa participação, mesmo que o mercado tenha um enorme potencial. Para melhorar os resultados, é preciso grandes investimentos.

·         Abacaxi. A parte do portfólio de uma empresa cujo itens apresentam baixa performance em mercados com baixo potencial de crescimento.

 

Importante!

Na concepção original, em inglês, o abacaxi é o “cão vira-lata”. Mas, em português, a fruta foi escolhida para representar os maus produtos.

O abacaxi está no imaginário do brasileiro como analogia para “problemas”. Poderia ser o pepino também…

Próximos passos após a matriz

Como o Henderson explicou:

“Produtos de alto crescimento exigem injeções de dinheiro para crescer, enquanto os de baixo crescimento devem gerar excesso de caixa. Ambos são necessários simultaneamente.”

De fato, ao lançar os produtos ou serviços na matriz, os próximos passos envolvem definir estratégias para trabalhar cada um deles no portfólio:

·         Construir. Itens com mercado em ascendência, como as Estrelas ou aqueles estabelecidos como Interrogação exigem a construção de presença, o aumento da participação no mercado;

·         Manter. A parte do seu portfólio que já tem boa participação no mercado em que apenas é necessário preservar esse share. É o caso das Vacas Leiteiras;

·         Colher. Medida adotada quando a empresa deseja aproveitar o máximo de certos produtos para depois descontinuá-los. O objetivo é gerar caixa no curto prazo com Vacas Leiteiras no final do ciclo de vida. Ou Interrogações sem potencial de conquistar o mercado ou Abacaxis;

·         Abandonar. Itens sem condição de serem viáveis no mercado.

 

3 exemplos práticos da Matriz BCG aplicada

Na indústria de computadores

·         Estrela = Smartphones. Se tornaram indispensáveis na vida moderna, com demanda crescente. Há inúmeros concorrentes no mercado. Contudo, as constantes melhorias exigem aparelhos cada vez mais robustos e atualização constante de aparelhos pelo consumidor. Em 2017, as vendas aumentaram 9,7%, segundo a IDC.

·         Vaca leiteira = Tablets. Estão se tornando instrumentos corporativos e substituindo os notebooks nas residências. As vendas caíram 4,8% em 2017, mas a IDC vê que o mercado se estabilizou e duas empresas dominam a cena. São elas, Apple e Samsung.

·         Interrogação = Notebooks. As vendas cresceram 15,3% em 2017 (em conjunto com PCs). Todavia, com a busca cada vez maior por mobilidade, é um produto que exigirá muito investimento para ficar cada vez mais leve e portátil quanto os tablets.

·         Abacaxi = Computadores de mesa. Se mantêm relevantes para áreas como design, produção audiovisual, fotografia e jogadores de games. Afinal, exigem enorme capacidade de processamento. Fora do nicho, dividiu o crescimento com os notebooks. A dupla vendeu 5,19 milhões de unidades (a IDC não especifica o volume de cada produto), contra 3,7 milhões de tablets. A tendência é diminuir ainda mais o mercado nos próximos anos.

Na indústria automotiva

·         Estrela = Sedans médios e SUVs. Apesar do domínio dos hatchs populares, são modelos como Toyota Corolla, Jeep Compass e Renegade, Honda HR-V e Chevrolet Prisma que mais crescem ano a ano. Todo ano surgem novos modelos para tentar abocanhar uma fatia na categoria.

·         Vaca leiteira = Hatchs compactos. Os carros mais populares do Brasil continuam no topo de vendas. Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Ford Ka, Volkswagen Gol e Renault Sandero se mantêm relevantes em um mercado onde carro popular custa em média 41 vezes o salário mínimo.

·         Interrogação = Pickups. Modelos como o Fiat Toro, Ford Ranger, Toyota Hilux e Volkswagen Amarok até possuem um bom mercado. Principalmente em cidades interioranas. Todavia, cada vez menos pickups figuram entre os 50 modelos mais vendidos. Tamanho, preço e alto consumo de combustível podem ser as respostas.

·         Abacaxi = Peruas. Populares em décadas anteriores, modelos como Parati e Palio Weekend ficaram na memória. O único modelo entre os 50 mais emplacados é o Chevrolet Spin, muito utilizado em frotas de táxi nas principais capitais brasileiras. Os SUVs e sedã são carros mais atraentes, com bastante espaço e preços próximos, dependendo do modelo.

Na indústria de climatização

·         Estrela = Modelo Split. Conhecidos por separarem a unidade condensadora e a evaporadora (interface), os modelos split já são muito populares. Em prédios novos, é comum ver em todos os andares as unidades condensadoras na parede. As vendas estão crescendo no espaço deixado pelos modelos de janela.

·         Vaca leiteira = Modelos para grandes ambientes. Voltados principalmente para espaços comerciais ou industriais. Esses modelos de ar condicionado split e duto são sempre requisitados. Até porque, o conforto térmico é um requisito básico em estabelecimentos de negócios que possuem demanda constante. Se encaixam nessa categoria os modelos cassete, piso-teto, canto teto, quatro lados.

·         Interrogação = Ar condicionado Portátil ou Móvel. Chamam a atenção do consumidor desavisado que enxergam na flexibilidade um diferencial. No boca-a-boca prevalece, entretanto, que são aparelhos pesados (cerca de 30kg). Além disso, necessitam de uma saída para dar vazão ao ar quente (pode ser até uma janela).

·         Abacaxi = Ar condicionado de janela. Eram os modelos mais conhecidos antigamente. Ainda continuam fortes, principalmente por causa de construções mais antigas que já tinham o espaço reservado para o ar condicionado de janela. Porém, diversas fabricantes estão deixando o modelo de lado para apostar nos splits, mais econômicos e menos ruidosos.


Ou seja, a matriz BCG é uma forma prática e lúdica de avaliar a performance e a projeção de vendas dos seus produtos. O seu papel é fornecer informações que possam ajudar gestores e profissionais de marketing e vendas a gerenciarem um portfólio de ofertas.

Desse modo, garante-se mais assertividade e eficiência na administração do capital de giro da sua empresa.

 

E aií, viu como é fácil a Matriz BCG? Então deixe o seu comentário e aproveite para tirar as suas dúvidas.


Autores: 

Bianca Pereira Nogalis

Daniel Vicente Silva

Jennifer Rebeca da Silva Borges

João Victor Gonçalves Santos 

Leão Aquino Araujo Neto 

Misterlandio Duarte de Souza

Renan Ferreira Machado


Fontes: 




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