Para quem não sabe, “Atacarejo” é uma opção de
varejo que oferece a opção de preço baixo do atacado junto à unidade do varejo,
ou seja, é um lugar onde se pode comprar tanto em grandes quanto em pequenas
quantidades, onde quanto mais você compra, menos você paga, dessa forma, ele
consegue atender a dois tipos de shoppers:
pessoas que buscam pequenos preços e pequenos comerciantes. Alguns exemplos dos
maiores Atacarejos que temos hoje em dia são: Atacadão, Maxxi e Assaí.
Alguns fatores possibilitam aos Atacarejos a
oferta de preços mais baixos aos consumidores, como sua estrutura mais enxuta,
que consiste em lojas mais simples que não oferecem tantos luxos aos clientes
como um hipermercado tradicional (como ar condicionado, gondolas enfeitadas e
sacolas plásticas, por exemplo). Além disso, possui um menor custo logístico,
uma vez que ficam localizados em locais estratégicos e os produtos são
armazenados no mesmo local onde são vendidos, reduzindo custos logísticos e
despesas com funcionários.
O Atacarejo
na pandemia
O Atacarejo já vinha em pleno crescimento em
anos anteriores, fazendo com que muitos varejistas como o Grupo Pão de Açúcar
repensassem seu modelo de varejo tradicional, no ano de 2019 a rede Assaí abriu
22 novas lojas, com vendas brutas ultrapassando os R$30 bilhões. Na contramão
da maioria dos outros mercados no Brasil, a pandemia impulsionou ainda mais o
crescimento do modelo de Atacarejo, pois ele uniu o preço baixo consequente da
redução de custos dessas lojas à possibilidade da compra em grande quantidade,
fenômeno que foi muito praticado pelas pessoas na pandemia, que correram para
os mercados para estocar diversos tipos de produtos em suas casas.
Num cenário de menor poder de compra, o
Atacarejo se tornou a opção mais viável para os consumidores durante esse
período, tanto aquelas pessoas físicas que compram para suas casas quanto para
aqueles pequenos comerciantes. Esse
cenário representou para o Assaí um crescimento em torno de 24% no primeiro
trimestre, o que significou um número de 8,5 milhões de novos clientes em comparação
com os mesmos meses do ano passado.
Desafios e dificuldade que eles terão pela
frente:
Como qualquer outro modelo de negócio, o
Atacarejo também tem alguns pontos negativos e desafios pela frente. O
consumidor atual está muito acostumado a ter diversos serviços atrelados ao seu
consumo no supermercado, algo que não é presente nesse modelo e que acaba
gerando algumas reclamações por parte desses consumidores, porém os preços
baixos acabam compensando essa situação.
O mercado das vendas online e o uso de alguns
tipos de inteligência artificial poderiam ser de grande ajuda a esses
varejistas, para entender melhor o comportamento de seus consumidores e
personalizar suas experiências de compras, com apps de compra, caixas
automáticos, dentre outros recursos que tem sido tendências no varejo atual e
ainda não são tão aproveitadas nos Atacarejos.
O modelo de negócio é viável?
Quando levada em comparação a relação custo x
benefícios, os consumidores acabam aceitando abrir mão de alguns luxos por um
preço mais acessível, o que torna esse mercado de Atacarejo uma das opções mais
viáveis, tanto para consumidores, quanto para investidores, uma vez que seus muitos pontos
fortes, quando contrapostos aos pontos fracos, dão a segurança necessária para dizer que vale a pena sim investir no Atacarejo, fator que o caracteriza como um negócio em
plena expansão no país.
Autores:
Brunno Felix
Igor Petruitis
Laura Oliveira
Marco Antonio
Pedro Henrique
Victor Alexandre
https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/04/28/atacarejo-e-resistente-em-cenario-de-crise.htm
https://www.casamagalhaes.com.br/blog/atacarejo/o-que-e-atacarejo/
https://blog.jacto.com.br/o-que-e-atacarejo/
https://www.consumidormoderno.com.br/2019/03/06/tecnologias-realmente-poderosas-que-vao-conquistar-o-varejo-global/
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